Outros três adolescentes participaram a ação; posto de saúde, creche e escola foram os alvos
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Sala de atendimento médico foi destruída por atos de vandalismo
Três adolescentes, um deles com 15 anos, e uma criança de seis anos, invadiram três prédios públicos e praticaram atos de vandalismo que assustaram a comunidade da Vila Recreio, em Ribeirão Preto.
Primeiro, o quarteto invadiu o posto de saúde. Eles quebraram o vidro e entraram pelo almoxarifado. Dentro da unidade eles colocaram fogo em um divã e para apagar o incêndio usaram um extintor.
“Eles destruíram tudo, colocaram fogo no divã médico e jogaram pó químico pela unidade toda e destruíram quarenta armários. Eles levaram coisas pequenas e de pequeno valor como termômetro, preservativos e bolachas”, diz Ernesto Quintella, gerente da unidade.
Hoje (14) pela manhã, a mãe do menino de seis anos foi até o posto de saúde entregar o que ele havia levado para casa: absorvente, palha de aço e preservativo. Ela tem mais três filhos de 8, 4 e seis meses.
“Ele falou para mim que é do posto de saúde. Tomei as coisas dele e vim entregar no posto e fiquei horrorizada com o que eles fizeram. Até fogo colocaram no posto”.
Segundo a mãe, ela o procurou no sábado, mas não o encontrou. Ela diz que ele não estuda porque não encontrou vaga em escola. “Se ele tivesse indo na escola, os amigos dele seriam diferentes. Não sei o que fazer”.

Menino de 6 anos confessou participação nos atos de vandalismo em Ribeirão Preto
O garoto confirma que invadiu o posto de saúde com os adolescentes e diz que levou os objetos para casa a pedido de outro menor chamado G..
“O G. mandou que eu guardasse as coisas que ele pegaria comigo depois”, afirmou o menino, que admitiu ter acompanhado os adolescentes na “façanha”.
Após invadir o posto de saúde, o quarteto partiu para a creche Ana Ignês Carvalho que fica ao lado da UBS (Unidade Básica de Saúde). No local, eles abriram uma casinha onde ficam brinquedos e fantasias. A diretora que atendeu a reportagem afirmou que o estrago não foi grande. Ela não quis se identificar.
Já na Escola Municipal Marlene Jorge o grupo quebrou quatro vidros da janela de uma das classes. Eles entraram e jogaram vários objetos no chão. Na sala também foram encontradas várias mangas verdes, que eles podem ter usado para quebrar os vidros.

