O Ministério da Saúde disponibilizará atendimento antecipado aos pacientes em idade adulta com vírus HIV. Independente do estágio da doença será iniciado tratamento elaborado com antirretrovirais. A partir desta iniciativa do governo, aproximadamente 100 mil novos casos poderão usar o medicamento, no total hoje são 313 mil.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha destacou o caráter pioneiro da medida do governo brasileiro, uma vez que apenas EUA e França possuem ações semelhantes em relação a AIDS. A projeção é que tenha início à distribuição até dezembro deste ano.
Além dos antirretrovirais, um novo composto que aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) deverá compor o tratamento para casos diagnosticados no início. A fórmula deste novo medicamento contém tenofovir, lamivudina e efavirenz. Esta droga está sendo desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O tratamento prévio tem como meta, expandir a assistência ao paciente com HIV, melhorando sua qualidade de vida e bem-estar. Ao ingerir o antirretroviral, as condições de vírus no organismo são diminuídas de forma expressiva, impedindo a infecção do parceiro, no caso de sexo sem proteção.
O ministro Padilha falou não possuir, na ocasião, o resultado de quanto irá custar este avanço para os cofres públicos. Contudo, ressaltou que dos 1,2 bilhão destinado a AIDS mais da metade, para ser preciso cerca de R$ 770 milhões, são investidos em drogas. Para fechar o orçamento, Padilha afirmou que aguardará a liberação do outro medicamento da Fiocruz.
A política de adiantar o método terapêutico em soropositivos é adotada pelo governo há alguns anos. Ano passado, o começo do uso de medicamentos passou a ser aconselhado para pacientes com contagem de defesa no corpo (CD4) igual ou inferior a 500. Pacientes com parceiros sem estarem infectados, também passaram a ter recomendação do uso antecipado da droga, desobrigatoriamente da carga viral.

